Tailandia!

Já estou viajando ha 4 meses. Ainda falta mais da metade – que bom ou que ruim? Que bom que ainda tenho 6 meses, mas fico triste só de pensar que essa vida boa vai acabar em setembro... Mas tudo bem. Melodramas a parte; o que eu queria dizer é que, apesar de ainda ter uns 10 paises para ir esse ano, acho que já escolhi o meu preferido: Tailândia.
Antes de chegar aqui, os comentários que ouvi foram, basicamente: “Bangkok é nojenta, você tem que ir para as ilhas”. Imaginava então que a capital desse pais seria, no mínimo, caótica. Mas quem me falou isso exagerou, e muito. Adorei a cidade, me lembrou muito São Paulo: shopping centers, baladas de todos os tipos, comidas de rua, alguns moradores de rua também... Só que aqui tem um diferencial: a Koh Sam Road, uma rua que direcionada para todos os mochileiros e turistas de plantão. Lotada de gente 365 dias por ano, durante a manha os viajantes vão fazer compras nas barracas hippies (ou são atacados por vendedores ambulantes que vendem bugigangas chinesas) e ‘a noite surgem outras barracas, que vendem as famosas “Buckets”: baldes que misturam whisky tailandês ou vodka, um energético e uma lata de refrigerante. Uma mistura um tanto perigosa, mas o melhor negocio é dividir um drink desse com um ou dois amigos e cair para uma das varias baladas ou pubs de Koh Sam. Muita diversão. Uma mistura de nacionalidades do mundo inteiro concentradas no mesmo lugar, imagina no que da’. E assim também são as ilhas: porem com o cenário bem diferente. Muito mais minha cara, quem me conhece sabe que sou mais natureza que metrópole. Então dei uma fugidinha para Ko Phi Phi, um dos paraísos que em 2004 foi devastado pelo Tsunami. Praticamente toda reconstruída, essa ilha é um dos lugares mais lindos que eu já vi. As praias tem todos os requisitos básicos para formar uma vista incansável de olhar: areia branquinha, mar azul turquesa ou verde clarinho, água cristalina, coqueiros verdes. Alem disso, as rochas gigantes que rodeiam as praias e a variedade de peixes que nadam com as pessoas tornam o lugar ainda mais especial. Os surfistas podem deixar suas pranchas em casa, o mar parece uma piscina. Perfeito para alugar um caiaque, e foi o que eu fiz. Remei ate as prainhas mais desertas, mas acabei atracando na Monkey Beach, a mais linda entre todas na minha opinião. Passei quase o dia inteiro dentro d’água, nadando com os peixinhos e vendo o vai-e-vem dos barcos que oferecem passeios em volta da ilha para os turistas. Relutei ate o ultimo momento para ir embora, mas tive que partir quando já era fim da tarde e a maré estava baixando demais. Isso contribuiu para tornar minha despedida inesquecível: enquanto remava, pude ver todos os corais e peixes embaixo de mim. Lindo demais, foi difícil sair do meio do mar. Não tem foto que possa passar esse momento para ninguém. Esse é um lugar que, por mais que eu tente, nunca vou conseguir expressar esse lugar. Uma pena que a Ásia é tão longe do Brasil, e a passagem é tão cara. Mas esse é um lugar que vale a pena gastar a poupança para vir. Paraíso temos que conhecer aqui na Terra, certo?
Comentários
Entrei hoje no seu orkut e vi o link para este blog e não me contive, adoro ler e seu texto é tão sutil e agradável que me senti na Tailandia!!
Vou te acompanhar por aqui...Adorei!!! Saudades!
Beijão Erika Fricke (Kinha)...From Brazil!!