Qual o meu endereco?

Fui embora de Berlim feliz. Não porque queria partir, já que estava amando viver quase 3 semanas na capital da Alemanha. E por isso mesmo estava feliz. Do hotel ate o aeroporto, estava com um sorriso no rosto, vendo tudo ficar para trás. Não sei exatamente o porque, acho que me senti satisfeita. Não esperava que essa cidade fosse me trazer tamanho contentamento, e sei que vou voltar em breve.
Sei lá, já passei do meio da viagem e sempre a idéia de “o que fazer depois” esta vindo me atacar. Vai ser um choque para todos nos, do SX-10, quando essa viagem terminar. Difícil encontrar vida melhor que essa... mas de uma coisa estou certa: sou uma cidadã do mundo e vou continuar viajando. Vou ter conhecido mais de 30 paises no total quando terminar essa trip, mas são 250 no mundo. Ainda tenho 80% pela frente! Engraçado, ne? Sou uma maníaca por viagens, mas ao mesmo tempo sou brasileiríssima, não quero abandonar meu pais nunca! No meu ultimo dia na Alemanha, rolou um tal de Carnaval das Culturas. Os alemães que estavam nos acompanhando vinham me falando desse dia desde que cheguei aqui. “- É como o carnaval no Brasil!” – ta, ok, whatever. Sabia que era impossível, aqui na Europa, ter algo parecido com a nossa loucura carnavalesca. Mas então não sabia o que esperar. A idéia é deixar que todos os imigrantes mostrem um pouco da sua cultura, e ate rolou uma tal de “Sapucaiu do Samba”, um bloco brasileiro na avenida. Foi divertido, mas estava indo embora cedo (bodiada – isso nunca aconteceria num carnaval de verdade) quando me deparei com uma barraca brasileira. Opa, eles tem guaraná! Coxinha! Ah não... feijoada também? Meu sonho se tornou realidade (mais uma vez). Estava com um desejo enorme de comer feijão – pois é, feijão é raro fora do Brasil! Fiquei nessa barraca por um tempo, conheci um monte de brasileiro e acabei ficando com minha turma de novos (porem conhecidos) amigos ate o sol nascer. Acho que foi por isso que estava indo embora de Berlim feliz. E nosso destino seguinte foi Londres, mais uma vez. Já é a terceira ou quarta vez que estou na cidade do Big Ben. E dai? Da pra reclamar de uma coisa dessas? Londres é uma cidade grande, gostosa, com muito o que fazer. Mas a melhor parte é que ta cheio de brazuca tentando fazer a vida por lá – estudando inglês, trabalhando pra juntar uns pounds... Estava num momento nostálgico e resolvi reencontrar o Brasil na capital inglesa. Começando pela minha mãe! Haha! Acreditem se quiser mas minha mamãezinha veio para Europa me visitar! Só ficou 2 dias comigo e depois partiu num cruzeiro... (acho que me ver foi só desculpa pra viajar. Ou vice-versa.) Mas foi o maximo. Fomos assistir Grease o musical, jantar no Hard Rock Café; passeamos na Portobello Road... fizemos tudo o que tínhamos direito! Logo ela partiu, e eu comecei a contatar meus amigos brasileiros que estavam por lá. Encontrei alguns que não via ha tempos, conheci outros. Tem muito brasileiro em Londres, serio. Escutei mais o nosso português do que o inglês no metro de lá. Adorei! Tudo bem que tem alguns brasileiros que vão para lá e acabam queimando o filme dos conterrâneos. Um amigo me contou que um dia foi para um bar e o segurança pediu a identidade dele. Normal, ele mostrou o nosso passaporte verdinho. “- Sorry. Tonight is a night only for locals. English, Australians or South Africans are accepted (Desculpe, mas a noite hoje é apenas para locais. Ingleses, australianos e sul-africanos são os únicos aceitos)”. Para esse meu amigo, gaúcho, não faz sentido nenhum já que, se dependesse da aparência, ele provavelmente é mais europeu do que o tal segurança. O problema é que parece que na semana anterior alguns brasileiros bagunceiros foram no bar e zonearam, deixaram os clientes inconfortáveis. Não da pra achar que festa no exterior é igual ao Brasil. Somos um pais divertidíssimo, mas só nos que nos entendemos. O gringo que nos visita acaba gostando, mas quando somos nos os intrusos, temos que nos comportar, respeitar a cultura local.
Sei lá. Peco desculpas se esse post acabou virando uma lição de moral. Não era a minha intenção. Mas defendo o mundo do mesmo jeito que defendo o meu pais. Amo os dois. Ambos são a minha casa!



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